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Por que decidi ser candidata

Eu não vim para a política começar a servir. Vim para ampliar uma vida inteira de serviço. Foram mais de 30 anos cuidando de pessoas — como dentista da comunidade e na saúde pública, fazendo muito com pouco.

Atendi de madrugada, levei material do meu próprio bolso para quem não tinha e aprendi, na ponta, o que funciona e o que falta. Foi olhando no olho de quem precisa que entendi uma coisa simples e dura: a maior parte dos problemas do brasileiro não começa na rua — começa em Brasília.

O Brasil não é um país pobre. É um país rico que entrega pouco. A gente paga imposto de país rico e recebe serviço precário.

A fila do SUS, a escola sem estrutura, o esgoto a céu aberto: nada disso é só falta de dinheiro. O dinheiro existe — e some. Some em desperdício, em privilégio, em obra de fachada. E quase ninguém é cobrado por isso.

Foi por isso que decidi me candidatar: para levar a saúde a sério, com quem entende de saúde, e para tratar o dinheiro público com o respeito que ele merece. Não prometo milagre. Assumo método: estudar o problema, propor, fiscalizar e prestar contas com número — não com foto.

Quero ser, para você, aquela mulher de quem se diz: essa vai me representar de verdade.

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